Uncharted 4: A Thiefs End




SINOPSE
Vários anos após sua última aventura, o aposentado caçador de tesouros, Nathan Drake, é forçado a voltar para o mundo dos ladrões. Com riscos muito mais pessoais, Drake embarca em uma jornada pelo mundo em busca de uma conspiração histórica por trás de um famoso tesouro pirata. Sua maior aventura testará seus limites físicos, sua determinação e, finalmente, o que ele está disposto a sacrificar para salvar quem ama.


Dizem que toda jornada tem o seu fim, e por mais melancólico que possa ser, às vezes é bom dizer adeus quando ainda se está por cima. Em Uncharted 4, Nathan Drake teve seu ato final em grande estilo, um último espetáculo que ficará em nossas memórias com muito afeto. Assim espero.

Quando chegamos na atual geração de consoles (Playstation 4 e Xbox One), imaginei que o benefício seria o avanço técnico em jogos: melhores gráficos, melhores controles e com isso uma melhor imersão. O que não conseguia imaginar é que teríamos dentro da indústria algo como uma melhora na atuação de personagens e, nesse quesito, Uncharted 4 retorna com um elenco de alto nível nos quesitos de atuação e dublagem, trazendo Nolan North como Drake, Troy Baker como Samuel, Richard McGonagle como Sullivan e Emily Rose como Elena Fisher. Desenvolvido pelo estúdio Naughty Dog, Uncharted 4 chegou com exclusividade para Playstation 4 em 10 de maio de 2016.


No mundo dos videogames, é difícil encontrar um jogo que fale por si fora de diálogos e longas cutscenes. Porém, atualmente, é possível encontrar peças raras que tratam de assuntos mais humanos e cotidianos. No geral, são os jogos indies que cumprem esse papel, deixando que os AAA (blockbusters com alto custo de investimento) sejam apenas um material de diversão, no qual não há abordagem de temas delicados. Em Uncharted 4 não temos nenhum discurso reflexivo e tampouco nos deparamos com situações envolvendo escolhas difíceis; mas, fora das sequências de ação percebemos o toque humano e delicado que a desenvolvedora Naughty Dog alcançou. Em momentos de calmaria, o simples olhar de um personagem fala mais que mil palavras e breves conversas sobre o cotidiano são o suficiente para mergulharmos nas vidas dos personagens. Diante disso, o mais espantoso é lembrar que estamos falando sobre um videogame e o quão promissor é o futuro dessa mídia.

Em Uncharted 4, voltamos a acompanhar o aventureiro Nathan Drake, que dessa vez decidiu viver uma vida pacata, casado e com um trabalho “normal”. Ele passa seus dias à sombra da glória que um dia teve, num passado em que pular de um avião em chamas era apenas uma quinta-feira. Ao mostrar o cotidiano de Drake após todas as suas aventuras, temos um vislumbre do que seriam os momentos de um personagem que viu cidades perdidas e se arriscou em busca de tesouros lendários, lidando com a falta dessas jornadas. Entretanto, toda a normalidade vai embora quando seu irmão ressurge trazendo problemas difíceis de resolver dentro da legalidade. Drake então se vê em conflito pois mais uma vez está a beira de uma grande aventura e do risco que ela carrega.


A trama do jogo cuida para que sejamos apresentados ao irmão de Nate de maneira que nos importemos com o seu dilema e também que aceitemos o fato do mesmo não ter sido apresentado anteriormente. Samuel Drake é mais um personagem que cativa dentre o simpático elenco de Uncharted.

Assim que percebi sobre o que Uncharted 4 falava, me vi fascinado e impelido a continuar o jogo, pois, diferentemente dos anteriores, o quarto titulo da franquia dá mais importância aos pequenos momentos, que acontecem na intimidade de um casal ou no companheirismo de boas amizades. As sequências de ação ainda são impactantes, mas foi com a beleza dos cenários e surpreendentes paisagens que mais me admire: é como se cada pequeno detalhe tivesse sido minimamente pensado e nada do que foi imaginado durante sua concepção, deixado lado.


Além da ação, Uncharted também sempre foi um jogo sobre exploração e travessias. Como já mencionado, ocorre uma recompensa visual devido à beleza dos cenários, mas além disso temos uma construção das áreas onde alguns mapas conseguem passar uma sensação de mundo aberto, alimentando assim o desejo de explorar mais profundamente cada nova região. Mesmo que no fim cada caminho trilhado tenha apenas uma saída, tudo ocorre de forma tão natural que não notamos a linearidade do jogo.

A essa altura do campeonato, já tinha em mente a capacidade do estúdio Naughty Dog devido ao seu lançamento anterior, pois The Last of Us foi, sem dúvidas, um jogo que deixou sua marca na posteridade. Em Uncharted 4, é completamente visível o amadurecimento dos desenvolvedores em sua obra. É com grande prazer que indico esse jogo não apenas aos amantes de videogames, mas também aos apreciadores de grandes aventuras e filmes de ação.
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