
Robin é enviado para trabalhar com os Titãs depois que seu comportamento volátil estraga de uma missão da Liga da Justiça . Os Titãs devem, então, enfrentar Trigon depois que ele possui a Liga e ameaça conquistar o mundo.

A gigante dos quadrinhos, DC Comics, também é muito famosa por suas animações, feitas também em parceria com a Warner Entertainment. Alguns dos trabalhos, mesmo sendo um pouco mais antigos, continuam sendo aclamados até hoje (como é o caso de uma história do Batman com o Capuz Vermelho), enquanto alguns dos mais recentes não tiveram o mesmo apelo. É com este Liga da Justiça vs Jovens Titans que o estúdio parece estar retornando o bom relacionamento com o público.
Além disso, séries animadas como Liga da Justiça (2001) e Jovens Titãs (2003) eram alguns dos motivos de alegria matinal do Matheus e algumas outras crianças que cresceram nos anos 2000. As aventuras das duas equipes, mesmo que separadas, ajudavam os jovens garotos e garotas a ter uma certa noção do que era o Universo (ou até mesmo Multiverso) criado pela DC Comics e os faziam imaginar possíveis encontros entre todas aquelas personagens. Liga da Justiça vs Jovens Titãs, mesmo com designs e formações um pouco diferentes, me faz pensar em como aquele Matheus se sentiria ao ver em tela um encontro desse tipo.
O roteiro de Bryan Q. Miller e Alan Burnett é dirigido por Sam Liu e tem, entre os principais nomes do elenco, Rosario Dawson, Taissa Farmiga, Jon Bernthal e Stuart Allan. A música é de Frederik Wiedmann.

Assim como Batman vs Superman, lançado comercialmente no mesmo mês, a animação mal chega a mostrar o embate entre as duas equipes (até porque sabemos, sem pensar duas vezes, quem venceria). Mas aqui, apesar de o nome ser parecido, a fórmula é diferente: ao invés de se enfrentarem e depois se unirem contra um inimigo em comum, as duas equipes se enfrentam justamente por causa desse "mal maior" (até mesmo porque, apesar de uma possível treta ou outra, os mais velhos chegam a ser inspirações para os mais novos).
Nesta animação, para variar, vemos mais um passo no desenvolvimento de Damian Wayne, o "novo" Robin, filho do Bruce Wayne com Talia (filha de Ra's) al Ghul e de sua introdução no Universo DC. Damian que quem me conhece sabe que eu acho uma das personagens mais chatas de toda a DC Comics, principalmente quando se fala em sua relação com seu pai. Aqui, porém, ele parece começar a se encontrar, principalmente através das interações com os Jovens Titãs, onde ele finalmente parece pertencer. A animação dá essa pitada de otimismo sinalizando que, apesar de continuar sendo um cara difícil (mais que seu próprio pai, por também ter sangue do Demônio), Damian está no caminho certo para deixar de ser insuportável.
Talvez esta tenha sido uma das primeiras vezes em que reparei um problema parecido dentro de uma animação, então acho que vale a menção sobre: a dublagem, que conta com alguns nomes diferentes daqueles que conhecemos há algum tempo como as vozes dos heróis da DC, parece estar meio fora de tempo. Não sei se o problema, nesse caso específico, foi de direção, dublagem ou montagem, mas não é incomum ver um diálogo acontecer com falas dessincronizadas, uma com a outra, deixando as coisas meio desajustadas. Não que isso seja algo que condene o filme, mas acho válido registrar a situação.
Apresentando dois times de super heróis que eu quero ver juntos em tela há muito tempo, Liga da Justiça vs Jovens Titãs é uma animação envolvida em nostalgia para quem acompanhou as séries animadas dos dois times, mesmo apresentando alguns elementos diferentes e, sinceramente, não tendo esse público como alvo. Usa bem a Liga da Justiça para reintroduzir os Jovens Titãs ao público e já nos prepara para a próxima história. É, no mínimo, divertido.
